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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 por: DÉBORA MIRANDA
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Espécies raras somem deixando o planeta menos bonito. Foto: divulgação
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SÃO PAULO - O relatório GEO Amazônia divulgado pelo Pnuma [Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente] mostrou recentemente que 26 espécies entre animais e plantas foram levados à extinção pelo desmatamento da floresta Amazônica até 2006. De acordo com o documento, dez delas eram naturais do Brasil. O número de espécies ameaçadas assusta: 644. Fatores como aquecimento global, urbanização descontrolada e exploração dos recursos naturais da floresta, podem fazer com que o desmatamento aumente durante os próximos anos.
O relatório ainda afirma que três fatores serão decisivos para o desenvolvimento da Amazônia no futuro: as políticas públicas, o funcionamento do mercado e o desenvolvimento de novas tecnologias que amenizem os impactos ambientais. No meio de um futuro incerto, a floresta, considerada essencial ao ecossistema global, pede socorro.
VILÕES DO DESMATAMENTO
A urbanização é uma das causas do desmatamento da floresta, mas não a maior. Pelo menos no Brasil, os maiores problemas da Amazônia são a extração ilegal de madeira e as derrubadas de árvores para pastagem ou plantação de soja, que em grande parte, é utilizada para a alimentação do gado que serve para o abastecimento do comércio bovino nos grandes centros urbanos do país. A soja - grão que o Brasil já foi recorde em exportação - ocupa parte considerável das áreas desmatadas e serve quase que inteiramente para o consumo no mercado externo ou de matéria-prima para rações animais.
O consumo não sustentável dos bens que a floresta oferece será um dos maiores desafios que se enfrentará para que a Amazônia não desapareça, bem como a redução de gases poluentes que intensificam o aquecimento global. Outros estudos apresentados no GEO Amazônia não são otimistas: 60% da Amazônia pode se tornar em savana ainda neste século, devido ao aumento da temperatura média global.
DE QUEM É A CULPA?
A adoção de medidas educacionais para a população é um forte aliado na proteção do que restou da Amazônia. Apesar dos avanços do Brasil na proteção ao meio ambiente, muitas medidas ainda são esquecidas pela maior parcela da população. Conscientizar o cidadão comum de que todos têm parcela de responsabilidade no desmatamento, deve ser considerado no ato da compra de um móvel de madeira não certificado ou na carne de um frigorífico sem o local de procedência no rótulo. Estas simples medidas podem colaborar com a proteção da maior floresta do mundo.
Débora Miranda é jornalista e colaboradora do site.
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