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  Rio de Janeiro, domingo, 5 de setembro de 2010
Hora de contar os mortos
segunda-feira, 6 de abril de 2009 por: REDAÇÃO
Italianos sofrem com o terromoto. Foto: Gregorio Borgia/Associated Press
Italianos sofrem com o terromoto. Foto: Gregorio Borgia/Associated Press
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Os italianos foram surpreendidos nesta segunda-feira [6] com um terremoto de 5,8 graus na escala Richter, com pico de 6,3 graus, que atingiu a cidade medieval de Áquila, famosa por sua beleza e história, deixando até o momento mais de 290 pessoas mortas segundo as últimas informações das agências internacionais de notícias. Pelo menos cinco crianças estão entre os mortos. As autoridades italianas encontram dificuldades para trabalhar nos escombros e ainda não sabe fornecer o número de pessoas desaparecidas, feridas e desabrigadas.

O terremoto atingiu Áquila às 3h32 [22h34 horário de Brasília], enquanto a maioria dos moradores ainda dormia. O abalo chegou a ser sentido na capital, Roma, que fica a 95 quilômetros de distância do local do epicentro. As perdas estruturais também foram fortes. Segundo a Defesa Civil italiana, calcula-se que entre 3 mil e 10 mil prédios da cidade, com cerca de 70 mil habitantes, foram danificados.

ITALIANOS SE UNEM

Há relatos de que igrejas centenárias estão completamente em ruínas. Mais cedo, o prefeito da cidade, Massimo Cialente, disse que 100 mil pessoas abandonaram suas casas. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo, onde Áquila está localizada. O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou a viagem que faria a Moscou e foi até Áquila para acompanhar os trabalhos das equipes de busca e resgate. O hospital mais próximo do local do tremor sofreu danos estruturais que fez com que não conseguisse atender a demanda do alto número de feridos. Voluntários de toda a Itália se dirigirem à região para auxiliar os desabrigados.

ESPECIALISTA JÁ HAVIA PREVISTO TEMOR

O técnico do Laboratório Nacional de Física e Astrofísica Gran Sasso, localizado em Abruzzo, Giampaolo Giuliani, declarou a imprensa italiana que havia advertido as autoridades locais de que um terremoto poderia ocorrer na região. O especialista em física que reside em Áquila, na Itália, foi enfático em suas colocações. 'Há três dias estávamos vendo sinais fortes de terremoto”, disse Giuliani. No final de março, o pesquisador disse às autoridades que a série de tremores registrados poderia ser o anúncio de um evento mais forte. Repreendido pela prefeitura de Áquila por “provocar pânico na população” o técnico foi denunciado pela administração pública à polícia.
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