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terça-feira, 7 de abril de 2009 por: REDAÇÃO
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Lágrimas de quem sabe que Schindler foi diferente. Foto:divulgação
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Uma lista feita de lágrimas, sorrisos, tristezas e gratidão. Assim era a lista do industrial alemão, Oskar Schindler, que ajudou a salvar mais de 800 vidas do holocausto dirigido pelo líder nazista Adolf Hitler durante a II Guerra Mundial. A lista, que inspirou o escritor australiano Thomas Keneally, autor do livro A arca de Schindler, em que se baseou o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg, foi encontrada numa biblioteca de Sydney, na Austrália.
A biblioteca obteve a lista quando comprou o material de pesquisa de Keneally em 1996. Com 13 páginas em estado de conservação pouco adequada, a lista traz os nomes dos mais de 800 judeus salvos dos campos de concentração alemão. Os bibliotecários não tinham conhecimento de que o documento estava armazenado no local de onde foi descoberto. A lista foi datilografada apressadamente em 18 de abril de 1945, ao fim da Segunda Guerra, e copiada por Oskar Schindler.
MUITO OBRIGADO SR. SCHINDLER
Durante a Segunda Guerra, Schindler dirigiu uma fábrica na Cracóvia [Polônia], onde usou mão de obra judia, com o argumento aos oficiais nazistas de que os esforços de guerra precisavam ganhar em mão de obra barata. O industrial alemão, que segundo relatos, ficou muito próximo dos seus funcionários, não compactuava com as ações de Berlim em exterminar os judeus por terem alcançado posições de prestígio na economia mundial. As origens do ódio gratuito de Hitler e do Reich contra os judeus é cercado de ouras diversas questões raciais.
A lista foi entregue ao escritor australiano Thomas Keneally em uma loja em Los Angeles a quase 30 anos atrás por uma das pessoas que Schindler ajudou a escapar, Leopold Pfefferberg. Depois da sua morte em Hildesheim, na Alemanha, em outubro de 1974, os sobreviventes salvos pelo empresário solicitaram a transferência dos restos mortais de Schindler para o Cemitério Protestante de Jerusalém, em Israel, de onde segue até hoje visitado por milhares de pessoas, que assim como ele, entendem o valor de cada vida humana.
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