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  Rio de Janeiro, domingo, 5 de setembro de 2010
Kiss volta ao Brasil e não decepciona
quarta-feira, 8 de abril de 2009 por: DÉBORA MIRANDA
Dupla anima São Paulo e promete agitar o RJ. Foto: divulgação
Dupla anima São Paulo e promete agitar o RJ. Foto: divulgação
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São Paulo - Muitas crianças do lado de fora e maiores de 12 anos com os pais dentro do Anhembi misturaram-se a outros jovens e fãs antigos da banda que revolucionou gerações acostumadas com o som do Kiss. A multidão de camisetas pretas e caras pintadas [marca da banda] tinham a cara do rock pesado, sendo maioria na apresentação desta noite de terça-feira em São Paulo. As 21h35, o quarteto americano abriu o show com Deuce, do primeiro álbum [Kiss, de 1974] levando os espectadores ao delírio.

Paul Stanley, Eric Singer, Gene Simmons e Tommy Thayer utilizaram o repertório do disco Alive! [1975] como base e animaram as mais de 30 mil pessoas que foram ao Anhembi ontem. Mas como todo show feito no espaço, faltou organização nas ruas e na saída do evento. No entanto, depois de quase duas horas de puro rock ninguém se importou. O que todos queriam era ouvir - e principalmente ver - o espetáculo visual e sensorial do Kiss.

PIROTECNIA E EMPOLGAÇÃO NO PALCO E NA PLATÉIA

Dos mais de 30 mil fãs, muitos deles estavam em seu primeiro show da banda. Uma quantidade surpreendente de crianças acompanhadas dos pais assistiu o evento de fora dos portões e reclamavam por não poderem entrar. Encantados com os efeitos visuais do show, o público viu um espetáculo de luz, cor e fogos, que saíam da guitarra de Tommy Thayer e dos cantos do palco a cada final de música. A pirotecnia e os efeitos visuais utilizados pelo Kiss são um dos maiores atrativos do show: o concerto é um espetáculo, tanto pela música como pelas estripulias dos integrantes, que voaram em cabos de aço e que ainda contou com a clássica “cuspida de sangue” do baixista Gene Simmons pela boca, que insistia em deixar a língua de fora.

CHUVA DE PAPEL PICADO

Depois de Deuce, a banda emendou Strutter, que fez a galera gritar e cantar junto. Empolgação foi o carro-chefe do show que não faltou em nenhum momento. A banda, que conta com o carisma dos dois membros originais, Stanley e Simmons, não deixou de falar o quanto gosta do Brasil e de São Paulo. “Aqui nos sentimos em casa” gritou Stanley à platéia que respondeu carinhosamente. O carinho por parte do público era ainda mais evidente: muitos pintaram o rosto como os integrantes da banda e grande parte das pessoas cantaram todas as músicas do grupo. Em Rock And Roll All Night, o Anhembi veio abaixo. Encerrando a primeira parte do show, a música mais conhecida do Kiss fez a multidão cantar alto e dançar em meio a chuva de papel picado. Era uma pequena amostra do que estava por vir.

BIS DE SUCESSOS E CORO NO ANHEMBI

Sucessos como Shout it Out Loud, I Love it Loud, I Was Made For Lovin' You, Love Gun e Lick It Up, criados ao longo da carreira do Kiss proporcionaram a platéia momentos que foram da nostalgia ao êxtase. A banda aproveitou para mostrar mais efeitos especiais nesta parte do show. Paul Stanley voou sobre o público em Love Gun e mais fogos explodiram, levando a platéia ao delírio e fazendo do Anhembi um coro uníssono. Ao encerrar com Detroit Rock City, o Kiss se despediu sob uma nuvem de fumaça e muitos fogos de artifício encerrando o espetáculo. Após o final do show, God Gave Rock ’n’ Roll To You começou a tocar nas caixas espalhadas pela Arena Anhembi e embalou a saída dos fãs, que apesar do grande show, sempre querem ouvir mais um pouquinho do Kiss.

Débora Miranda é jornalista e colaboradora do site.
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