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segunda-feira, 13 de abril de 2009 por: WILLIAM DOBBINS
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Realidade das ruas foge dos cálculos financeiros. Foto: divulgação
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Os investidores domésticos e estrangeiros não sabem mais em quais dados econômicos no Brasil devem confiar. A razão é simples: a projeção de analistas de mercado para o Produto Interno Bruto [PIB – soma de todas as riquezas produzidas pelo país] está em queda pela sexta semana seguida, de acordo com estimativa do último boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central [BC] com base em projeções de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.
Anteriormente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [Ipea] apontou em março que a economia deveria ter um crescimento no PIB de 2% para este ano, mudando as previsões de analistas de mercado consultados pelo BC que trabalhavam com margem zero de crescimento para 2009. Conforme a crise ganha em consequência na economia real com a perda de postos de trabalho e do crescimento da inflação, as tendências se alternam. RELEMBRE E TIRE SUAS CONCLUSÕES SOBRE QUEM ESTÁ CERTO
Já calejado, o mercado financeiro parece não se iludir mais com os discursos do governo e já se cercou de medidas que possam acompanhar a realidade de números menores neste ano. Uma das movimentações já percebidas é com relação aos ajustes da queda da meta de crescimento, antes pregada por Lula de que o PIB ficaria em 4,5%. O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tratou de dar uma resposta em seu programa semanal Café com o Presidente, ao comentar a decisão de prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI] de automóveis zero quilômetro. “Fizemos a redução do IPI porque sabíamos da importância da cadeia produtiva automobilística. Eles representam aproximadamente 24% ou 25% do PIB industrial brasileiro”.
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