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  Rio de Janeiro, domingo, 5 de setembro de 2010
Paquistão construirá usinas nucleares
segunda-feira, 13 de abril de 2009 por: REDAÇÃO
Paquistão pode aumentar corrida armamentista nuclear. Foto:divulgação
Paquistão pode aumentar corrida armamentista nuclear. Foto:divulgação
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O governo paquistanês, tradicional aliado dos Estados Unidos da América [EUA], deixou vazar no início desta semana que aprovou a construção de duas usinas nucleares no centro do país. A informação, coletada pelas agências de notícias internacionais de uma fonte ligada ao Ministério de Energia do Paquistão, demonstrou credibilidade ao dar com riqueza de detalhes o local das instalações. As centrais ficarão no complexo de Chashma, na província de Punjab.

O jornal econômico Business Recorder reforçou a informação de que o país deverá ampliar suas bases nucleares, ao divulgar nesta segunda-feira que a construção das usinas custará mais de US$ 2 bilhões ao governo comandado por Asif Ali Zardari. O curioso é que mais da metade do valor deverá vir do bolso de “investidores estrangeiros”. Vale ressaltar que o projeto contou com a ajuda do governo comunista chinês, que com a ação, pode ampliar sua influência política.

CONSTRUÇÃO ACOMPANHADA DA FALTA DE DIPLOMACIA

A aproximação com a China na construção das duas novas usinas vem coincidentemente após as reclamações dos líderes paquistaneses, a forma como os EUA vem se relacionando com o país. No início deste mês, Richard Holbrooke, homem responsável por ser os olhos do presidente Barack Hussein Obama na região, ouviu dos representantes que os países só poderiam trabalhar juntos se houvesse confiança e respeito entre eles. O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi, fez a declaração durante uma entrevista coletiva ao lado de Holbrooke e outro enviado americano, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen.

PAQUISTÃO PAGA O PREÇO POR SE APROXIMAR DOS EUA

Assim como Israel, o Paquistão vem se tornando alvo de retaliações de extremistas islâmicos que o acusa de traição ao fornecer bases militares e pistas de pouso para as manobras americanas na região. Em setembro, do ano passado, um atentando com um caminhão-bomba atingiu um hotel, em Islamabad [capital do país] matando mais de 50 pessoas deixando outras centenas feridas. De acordo com a agência Associated Press, nenhum grupo havia assumido a autoria do ataque semelhante ao usado pela rede terrorista Al Qaeda.

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