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terça-feira, 14 de abril de 2009 por: WILLIAM DOBBINS
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Mudanças, pero que si. Foto: divulgação
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Após longos anos de embargo econômico liderado pelos Estados Unidos da América [EUA] a pequena ilha de Cuba, localizada no Caribe, parece estar mais próxima de conhecer algumas das vantagens que povos democraticamente constituídos possuem como o acesso a informação e a liberdade financeira. Ideologias a parte, a verdade é que a população, tomada pela mão de ferro do líder revolucionário Fidel Castro poderá “respirar” um pouco melhor.
Com a medida anunciada no início desta semana pela Casa Branca de suspender restrições impostas entre os países, o diálogo poderá ser retomado. O presidente americano, Barack Obama, responsável por diminuir as distâncias entre os modelos políticos dos dois países acredita que a liberação de viagens a ilha a cubano-americanos e da liberação de envio de dinheiro aos parentes residentes em Cuba, acredita que um novo ciclo está sendo iniciado.
PROMESSAS CUMPRIDAS
Obama vem cumprindo com suas promessas de campanha e aos poucos vem conquistando o respeito da comunidade internacional e da opinião pública americana, que segue atenta aos passos dados por seu líder. O fim das restrições que impediam que empresas de telecomunicações pudessem operar em Cuba soma-se a outras que o presidente norte-americano havia prometido ao eleitorado latino e caribenho residente nos EUA.
Ao conceder entrevista coletiva à imprensa sobre as mudanças, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, deixou claro que o desejo é de não somente aproximar as famílias dos dois países, mas de deixar claro que a América está aberta a dialogar. 'O presidente pediu a seus secretários de Estado, Tesouro e Comércio que tomem as medidas necessárias para levantar todas as restrições impostas às pessoas que queiram visitar membros de suas famílias em Cuba ou enviar remessas de dinheiro', disse Gibbs acrescentando que a idéia é promover a democracia e o respeito aos direitos humanos na ilha.
FIDEL NÃO QUER ESMOLAS
O líder cubano, Fidel Castro, que possui uma fortuna avaliada em US$ 550 milhões, segundo a revista Forbes, declarou que seu país não dependeria de “esmolas” e pediu o fim do bloqueio comercial a ilha. 'Do bloqueio, que é a mais cruel das medidas, não se disse uma palavra', disse Fidel por meio do site Cubadebate [http://www.cubadebate.cu].
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