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terça-feira, 14 de abril de 2009 por: REDAÇÃO
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Levorin, ao centro, sai do caso. Foto: divulgação
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Um mês após o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá - presos acusados de homicídio doloso [com intenção de matar] triplamente qualificado e por fraude processual [alteração da cena do crime] da pequena Isabella Nardoni, de apenas 5 anos, arremessada da janela do sexto andar do edifício London, em São Paulo, no ano passado, serem informados de que serão julgados por júri popular, eles receberam nesta semana mais um duro golpe.
O principal advogado de defesa do casal, Marco Polo Levorin, confirmou nesta terça-feira [14] que abandonou o caso e de que não é mais responsável por tentar defender os Nardoni perante a Justiça. O bacharel criminalista alegou 'divergências profissionais e processuais” para que ele não advogue em nome de Alexandre e Anna Jatobá. Sem dar maiores detalhes, Levorin acrescentou que os colegas Ricardo Martins e Rogério Neres seguirão defendendo o casal.
NOVO ADVOGADO TERÁ QUE SE DESDOBRAR
Mal Levorin anunciou seu desligamento da defesa dos Nardoni, o advogado criminalista Roberto Podval assumiu o seu lugar. De acordo com Podval, a família o teria procurado para que ele pudesse tentar contornar a situação das provas contundentes contra Alexandre e Anna Jatobá. “Vamos levar uma semana, dez dias, para ler todo o processo. Só depois disso vamos definir qual será o caminho”, disse o defensor.
LEGISTA CONTRATADO PELA DEFESA CONTESTA LAUDO
George Sanguinetti [legista do caso PC Farias] foi chamado pela família Nardoni para encontrar possíveis erros no laudo, que viria a inocentar a casal. O médico comentou que Isabella não foi asfixiada antes. Sanguinetti revelou que a menina morreu em razão de politramautismo, causado pela queda. De acordo com o primeiro laudo divulgado, Isabella teria sofrido esganadura por parte da madrasta e depois foi arremessada pelo próprio pai, da janela do apartamento.
PARA PROMOTOR NADA MUDA NO CASO
Para o promotor Francisco Cembranelli existe a possibilidade de que haja interesse em tumultuar o processo. Cembranelli acha que apesar das últimas informações, nada deve mudar na opinião do Ministério Público [MP] e também deseja que não ocorra interferência na decisão da justiça. O promotor ainda comentou que Sanguinetti expôs o caso Isabella de maneira 'antiética': - Na primeira aparição desse profissional, ele já expõe essa criança [Isabella] morta, uma fotografia que chocou a todos - revelou Cembranelli. Ele completou dizendo que a apresentação da imagem representou falta de 'ética' e de 'escrúpulo'. O promotor declarou ainda que acredita no trabalho realizado pelos quinze peritos do Instituto Médico Legal [IML] e do Instituto de Criminalística [IC] de São Paulo.
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