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domingo, 6 de dezembro de 2009 por: REDAÇÃO
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Temperatura global será tema em reunião. Foto: divulgação
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A megaestrutura montada no Bella Center, centro de eventos que recebe a partir desta segunda-feira [7] cerca de 15 mil pessoas para a 15ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas [COP-15], representa o tamanho do desafio proposto para 193 nações que participam das discussões em Copenhague, na Dinamarca.
A missão das delegações e dos cerca de 100 chefes de Estado e de governo, que devem comparecer só na fase final do debate dentro de duas semanas, é firmar um acordo para impedir que a temperatura média do planeta suba mais que 2 graus Celsius [ºC] até o fim deste século.
Para isso, segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas [IPCC, a sigla em ingês], é preciso que o esforço conjunto de todos os países reduza entre 25% e 40% as emissões de gases que provocam o efeito estufa, até 2020, considerando o nível de emissões calculado em 1990.
RICOS X POBRES
As propostas apresentadas até agora pelos países ricos [únicos que chegam à capital da Dinamarca com a obrigação de apresentar metas para reduzir os atuais níveis de emissões de gás carbônico], no entanto, não atendem sequer a metade do piso do cálculo produzido pelos cientistas.
As principais ações deverão vir de países como a China, a Índia e o Brasil, que têm alto nível de emissões de gás carbônico e, ao mesmo tempo, segundo a entidade, destacam-se pelo crescimento econômico e pela elevada capacidade de desenvolvimento de tecnologia limpa.
No caso do Brasil, a proposta apresentada em novembro é de reduzir entre 36,1% e 38,9% o nível de emissões projetado para 2020. Metade do objetivo, segundo o governo, pode ser alcançado reduzindo em 80% o desmatamento na Amazônia nos próximos 11 anos.
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