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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 por: WILLIAM DOBBINS
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Setembro Negro fica como lição. Foto: divulgação
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FLORIDA - Após os ataques terroristas do chamado 'setembro negro' que deixaram oficialmente 2.993 mortos em 2001, os norte-americanos voltaram a sentir sua segurança ameaçada durante um vôo da Northwest Airlines operado pela Delta Airlines, entre Amsterdã e Detroit, quando o nigeriano, Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, tentou explodir a aeronave pouco antes do pouso em solo americano.
Portando uma poderosa substancia explosiva em pó [PETN - sigla para tetranitrato de pentaeritritol], Farouk foi impedido por alguns dos 278 passageiros e 11 tripulantes de detonar o artefato colado com fita adesiva à sua perna. O nigeriano teria usado uma seringa com uma mistura química para tentar provocar a reação explosiva no último sábado, 26, feriado de Natal.
MEDO
Mesmo as autoridades americanas sendo advertidas pelo pai de Farouk, um importante banqueiro nigeriano, da potencialidade do seu filho cometer um atentado nos Estados Unidos, o jovem não encontrou problemas de embarcar para a América. Um dia após a tentativa frustrada do ataque, a inteligência norte-americana prendeu um segundo suspeito, também de origem nigeriana, após ele ter ficado preso no banheiro do mesmo vôo e companhia na qual Farouk teria tentado explodir. Após investigações, nenhum explosivo foi encontrado com o passageiro.
OBAMA NÃO QUER SER BUSH
Com os incidentes, o presidente Barack Obama anunciou neste domingo que fará uma revisão das medidas de segurança aérea no país. Em entrevista concedida a rede de TV americana ABC News, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente determinou que seja feita uma investigação de como o suspeito, de 23 anos, conseguiu embarcar sem qualquer tipo de complicação, mesmo fazendo parte de uma 'lista' de pessoas consideradas perigosas pela inteligência americana.
FALHA EM CASA
Vale relembrar que no mês passado, um casal de 'penetras' entrou em um jantar oficial na Casa Branca conseguindo se aproximar e cumprimentar o presidente Barack Obama. O encontro contou até com uma foto divulgada pela imprensa. O Serviço Secreto americano reconheceu que os procedimentos de segurança corretos não foram seguidos, o que resultou na entrada, sem convite, do socialite Tareq Salahi e sua mulher, Michaele, no evento em homenagem ao primeiro-inistro da Índia, Manmohan Singh.
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