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  Rio de Janeiro, domingo, 5 de setembro de 2010
Um ano novo marcado por mortes no RJ
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 por: WILLIAM DOBBINS
Chuvas fazem 2010 mais triste para cariocas. Foto: Camila Ribeiro Alfena
Chuvas fazem 2010 mais triste para cariocas. Foto: Camila Ribeiro Alfena
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As chuvas que atingiram o Rio de Janeiro [RJ] nos últimos três dias provocaram pelo menos 50 mortes em todo o estado. A informação foi divulgada pelo superintendente operacional da Defesa Civil Estadual, Luís Guilherme Ferreira dos Santos.

Em Magé, um casal de idosos que estava desaparecido desde a última quarta-feira [30] foi encontrado na tarde desta sexta-feira pelas equipes do Corpo de Bombeiros, na área de Piabetá. Eles foram soterrados em um deslizamento de terra seguido de desabamento. Com isso, o número de mortos no município chega a quatro.

Em Angra dos Reis, um temporal que atingiu cidade na madrugada de hoje deixou pelo menos 22 mortos, sendo 15 na área da Praia do Bananal, em Ilha Grande, e sete no Morro da Carioca. Todos foram vítimas de deslizamentos de terra.

LULA NÃO QUER TRAGÉDIA EM CURRÍCULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Minstério da Integração Nacional fique à disposição do governo do Rio de Janeiro para auxiliar no resgate às vítimas das enchentes que atingiram o litoral sul fluminense na madrugada de quinta para sexta-feira, véspera da virada de ano. O pedido do presidente foi feito diretamente ao ministro da pasta, Geddel Vieira Lima, por telefone.

Segundo a assessoria da Presidência da República, Lula, que está de férias na Bahia, determinou ainda que a Marinha também colabore no trabalho de resgate das vítimas em Angra dos Reis. Em conversa por telefone com vice-governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, o presidente da República disse que está sensibilizado com a tragédia no estado e informou das medidas de ajuda do governo federal.

RELEMBRE AS FALHAS DO PRESIDENTE EM SC EM NOVEMBRO DE 2008

O número de mortos com o forte temporal que vem castigando o estado de Santa Catarina [SC] no início da semana passada não pára de aumentar. Mas o que a grande mídia não discute no assunto, é a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região para acompanhar de perto o comando das operações de busca e resgate por sobreviventes da maior catástrofe natural do estado sulista. De acordo com as autoridades, os números negativos não param de crescer: 50 mil pessoas abandonaram suas casas; 20 mil estão desabrigadas e outras 30 mil estão desalojadas.

O episódio em SC faz lembrar outro desastre natural. Guardadas as devidas proporções, nos Estados Unidos em 2005, o furacão Katrina, classificado como classe 5 – maior da categoria – causou a morte de 1000 pessoas durante a sua passagem nos estados do Sul dos Estados Unidos. Na ocasião, o presidente americano George W. Bush também não foi ao local.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o seu governo “fez tudo o que estava ao seu alcance” para atender às vítimas das enchentes e dos deslizamentos de terra no estado catarinense.

Ao todo foram confirmadas 136 mortes até o último sábado. Lula acrescentou que seguirá trabalhando para que em parceria com governo estadual e com as prefeituras das cidades atingidas, possa ajudar o povo a “levantar a cabeça”.

Com Agência Brasil

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